domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quem nasceu primeiro a rosa ou o espinho?



Uma vez, li, em algum lugar, que o amor é como uma planta e precisa ser regado, cuidado para que possa crescer, dar flores e frutos. Lembro-me de ter achado interessante analogia à medida que nenhum sentimento sobrevive sem pequenos “cuidados” do dia a dia. Sem um pegar na mão, sem um beijo de bom dia, sem um olhar de cumplicidade, sem um “ vem comigo”... Palavras nem sempre são ditas e, por vezes, malditas nem sempre falam o que queremos dizer. Cultivamos a rosa e junto vêm os espinhos, ou será que cultivamos os espinhos e junto, as rosas?

Eu ainda acredito nas pequenas gentilezas e sutilezas esperadas e inesperadas daqueles que dizem amar. Os espinhos fazem parte da rosa e não ferem senão aqueles que a tentam tocar ou colher. Ao regar a rosa, regamos também os espinhos, mas não podemos permitir que eles se tornem maiores do que ela. Regamos para ver seu botão florescer, pra vê-la tornar-se bela, grande e exalar seu perfume pelo ar.

Espinhos fazem parte, mas o essencial é a flor.

domingo, 19 de outubro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Borboletas no estômago

Quando criança, vivemos num mundo totalmente "paralelo" ao complexo mundo dos adultos. Tudo se explica de maneira simples, pura, sem análise profunda das coisas ao nosso redor. Algumas destas construções infantis tornam-se inerentes a nós.
Outras se perdem no mar da vida adulta, levadas pelas ondas da nossa "maturidade". Comigo sempre ficaram as borboletas. Não! Não se trata de uma coleção de insetos mortos pregados num isopor, mas da sensação de borboletas no estômago, em momentos de extrema alegria. Às vezes causada por um simples presente, uma viagem, a visita de alguém muito querido...
Lembro-me de quando ganhei minha 1ª bicicleta: ao acordar na manhã de natal, lá estava ela! Vermelha, brilhante e tinha rodinhas! Foi a primeira vez que tomei sentido das borboletas. Batendo suas asas, voando de um lado para o outro. Transbordando pelo meu olhar, brilhantes, coloridas...
Era a melhor sensação que se podia ter. Tudo ao meu redor parecia não existir. Era apenas eu, minha bicicleta vermelha e as borboletas! E assim, elas passaram a fazer parte da minha vida. Estavam comigo na formatura do pré-escolar, quando me apresentava nas festas da escola, quando ganhei meus patins, no nascimento dos meus filhos, na formatura da graduação... Nos momentos em que nada se tinha a dizer, porque as palavras tornavam-se desnecessárias: o momento das borboletas! É o nosso espírito, alma ou essência, se entregando a um instante mágico de felicidade plena...
Borboletas no estômago, lembra a criança pura, crente, leve que ainda vive em mim. Viver sem borboletas é entregar-se ao cotidiano apático, impassível e, por vezes, letárgico, que permeia o que chamamos de vida adulta. (Bel)


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Eu adoro voar...


Para ouvir > Mãos-atadas - Zélia Duncan

sábado, 13 de setembro de 2008

Cálculo do amor


Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.
(Clarice Lispector)
***

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Escritores da Liberdade


Ganhei esse selo da amiga Andréa, do blog "Leio o mundo assim". Andréa , além de sempre ser explorada por mim (rs), ainda me deu a dica dessa "casa" uma vez que meu antigo blog teve seus posts "subtraídos" . Obrigada Déa, pelo carinho que sempre nos dispensa e também pelo selo, o qual nem me acho merecedora. A idéia é repassar o selo à mais 5 blogs, no entanto, quebro o protocolo (eu adoro fazer isso ) e o ofereço a todos os blogueiros que dedicam tempo para criar e compartilhar mensagens e informações de grande valor. Andréa nos fala em seu blog do preconceito que tinha dos mesmos e, hoje, o "Leio o mundo assim " está cada vez mais interessante. Valeu!!

Fico com medo


Fico com medo. Mas o coração bate.
O amor inexplicável faz o coração
bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser:
Eis os limites de minha possibilidade.

(Clarice Lispector)