
Uma vez, li, em algum lugar, que o amor é como uma planta e precisa ser regado, cuidado para que possa crescer, dar flores e frutos. Lembro-me de ter achado interessante analogia à medida que nenhum sentimento sobrevive sem pequenos “cuidados” do dia a dia. Sem um pegar na mão, sem um beijo de bom dia, sem um olhar de cumplicidade, sem um “ vem comigo”... Palavras nem sempre são ditas e, por vezes, malditas nem sempre falam o que queremos dizer. Cultivamos a rosa e junto vêm os espinhos, ou será que cultivamos os espinhos e junto, as rosas?
Eu ainda acredito nas pequenas gentilezas e sutilezas esperadas e inesperadas daqueles que dizem amar. Os espinhos fazem parte da rosa e não ferem senão aqueles que a tentam tocar ou colher. Ao regar a rosa, regamos também os espinhos, mas não podemos permitir que eles se tornem maiores do que ela. Regamos para ver seu botão florescer, pra vê-la tornar-se bela, grande e exalar seu perfume pelo ar.
Espinhos fazem parte, mas o essencial é a flor.

3 comentários:
Sinto que o cuidado e gentilezas que nos rodearam à nossa época, foram essenciais, para que hoje eu estivesse aqui, te lendo.
Espero ter conseguido, de alguma forma...deixar tudo o mais melhor quando nossa proximidade era maior.
Sinto, que alguns espinhos, tenham se colocade por entre nossos dedos sem que percebêssemos, e acabou por nos ferir..mas toda ferida se cura, não é?
Um beijO...
Linda Noite!
o 1º sinto é de sentir ta...rsrs
Não sei se a rosa nasceu antes ou depois do espinho. Nem tenho certeza que o espinho fere mais do que a rosa... mas sei que às vezes ele fere, não porque quer, mas porque não tem escolha. Creio que a rosa também age assim, não sabe o quanto pode ferir quem a colhe...ou a acolhe. Mas uma coisa é certa, "ele" e "ela" não teriam a mesma essência sozinhos.
Beto
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